{"id":171183,"date":"2026-07-30T06:16:19","date_gmt":"2026-07-30T05:16:19","guid":{"rendered":"https:\/\/yachtingnews.com\/navegacao-de-lazer\/"},"modified":"2026-07-30T06:18:22","modified_gmt":"2026-07-30T05:18:22","slug":"navegacao-de-lazer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.yachtingnews.com\/pt-br\/navegacao-de-lazer\/","title":{"rendered":"Trinta anos de navega\u00e7\u00e3o de lazer: como os barcos e os propriet\u00e1rios mudaram. Cinco figuras importantes falam sobre a evolu\u00e7\u00e3o do setor"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"171183\" class=\"elementor elementor-171183 elementor-171102\" data-elementor-post-type=\"post\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-b343e8f elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"b343e8f\" data-element_type=\"section\" data-e-type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-cdb279f\" data-id=\"cdb279f\" data-element_type=\"column\" data-e-type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-40578d3 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"40578d3\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p><span style=\"font-weight: 400;\">Um \u201contem\u201d meio distante pra quem nasceu no meio do \u201cS\u00e9culo XX Curto\u201d, uma \u00e9poca completamente diferente pra quem cresceu depois do bug do Y2K. Olhando para tr\u00e1s com a nostalgia de quem viveu essa \u00e9poca, ou com o interesse distanciado de quem s\u00f3 ouviu falar dela, os anos 90 parecem decididamente \u201cdiferentes\u201d: na m\u00fasica, na moda, na tecnologia e nos carros. E quanto \u00e0 navega\u00e7\u00e3o de lazer? Como nossa maneira de curtir o mar mudou nesses trinta anos? N\u00f3s nos perguntamos isso enquanto passe\u00e1vamos entre os barcos atracados no centro de G\u00eanova, na Marina Porto Antico. E n\u00e3o por acaso: h\u00e1 trinta anos, essa sa\u00edda para o mar foi devolvida \u00e0 cidade, come\u00e7ando a receber velejadores de todo o mundo. Onde hoje h\u00e1 docas que acomodam embarca\u00e7\u00f5es, lanchas e superiates (al\u00e9m de restaurantes, supermercados e hot\u00e9is), por muito tempo s\u00f3 havia armaz\u00e9ns abandonados, decad\u00eancia e cercas altas, criando uma barreira intranspon\u00edvel entre o mar e o centro da cidade.      <\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">Ao completar seu trig\u00e9simo anivers\u00e1rio, a marina no centro de G\u00eanova viveu e acompanhou as r\u00e1pidas mudan\u00e7as na navega\u00e7\u00e3o de lazer do Terceiro Mil\u00eanio, tornando-se uma refer\u00eancia para o desenvolvimento de instala\u00e7\u00f5es portu\u00e1rias urbanas eficientes, tanto em n\u00edvel nacional quanto internacional. Por isso, aproveitamos a oportunidade para refletir sobre a hist\u00f3ria recente da navega\u00e7\u00e3o de lazer com   <\/span><b>Andrea Barbagelata<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, presidente da Marina Porto Antico; al\u00e9m de outras quatro figuras importantes do mundo da navega\u00e7\u00e3o de lazer italiana: <\/span><b>Roberto Perocchio<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, presidente da Associa\u00e7\u00e3o Italiana da Ind\u00fastria N\u00e1utica (Assomarinas); <\/span><b>Alberto Osculati<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, diretor executivo da multinacional italiana de acess\u00f3rios n\u00e1uticos com o mesmo nome; <\/span><b>Pietro Angelini<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, gerente geral da Navigo, o cons\u00f3rcio com a maior rede de empresas n\u00e1uticas da Toscana; e <\/span><b>Giorgio Casareto<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, CEO da Portosole Sanremo, com vasta experi\u00eancia na Azimut Benetti. V\u00e1rias perspectivas valiosas para refletir sobre as mudan\u00e7as que esse setor passou nas \u00faltimas tr\u00eas d\u00e9cadas. <\/span><\/p><p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-171112\" src=\"https:\/\/yachtingnews.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/citta-1-e1785185332477.jpg\" alt=\"Como a navega\u00e7\u00e3o de lazer mudou: 30 anos da Marina Genoa Porto Antico\" width=\"1600\" height=\"900\" srcset=\"https:\/\/www.yachtingnews.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/citta-1-e1785185332477.jpg 1600w, https:\/\/www.yachtingnews.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/citta-1-e1785185332477-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.yachtingnews.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/citta-1-e1785185332477-768x432.jpg 768w, https:\/\/www.yachtingnews.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/citta-1-e1785185332477-1536x864.jpg 1536w\" sizes=\"(max-width: 1600px) 100vw, 1600px\" \/><\/p><h2>Os iates de ontem, os superiates de hoje: a evolu\u00e7\u00e3o dimensional<\/h2><p><span style=\"font-weight: 400;\">A primeira e mais \u00f3bvia mudan\u00e7a na navega\u00e7\u00e3o de lazer nas \u00faltimas d\u00e9cadas tem a ver com o tamanho das embarca\u00e7\u00f5es, um aspecto que naturalmente ganha destaque quando a gente conversa com quem cuida das vagas de atraca\u00e7\u00e3o no dia a dia.  <\/span>\u201cNa nossa <a href=\"https:\/\/marinaportoantico.it\/en\/\">marina em G\u00eanova<\/a>, oferecemos vagas para <b> embarca\u00e7\u00f5es de at\u00e9 75 metros<\/b> e, de modo geral, somos um ponto de refer\u00eancia para quem procura <b> vagas para superiates na Lig\u00faria<\/b>: por isso, vivemos em primeira m\u00e3o o crescimento progressivo no tamanho das embarca\u00e7\u00f5es\u201d <span style=\"font-weight: 400;\">, explica Barbagelata, lembrando que \u201cnos <\/span>anos 90, um barco de uns <b>15 metros <\/b>ainda <b>podia <\/b>ser considerado um iate de luxo\u201d. <span style=\"font-weight: 400;\">Esse limite, psicol\u00f3gico ou n\u00e3o, aumentou bastante: \u201cAcho que <\/span>d\u00e1 pra dizer, sem medo de errar, que hoje em dia a navega\u00e7\u00e3o de luxo de verdade \u00e9 discutida <b>a partir de 18 ou 20 metros<\/b>, num mercado que tem visto um aumento tanto no comprimento quanto na largura em todas as categorias.\u201d       <\/p><figure id=\"attachment_171110\" aria-describedby=\"caption-attachment-171110\" style=\"width: 237px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-171110 size-medium\" src=\"https:\/\/yachtingnews.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Dott.-Roberto-Perocchio-e1785184635576-237x300.jpg\" alt=\"Como a navega\u00e7\u00e3o de lazer mudou: Perocchio\" width=\"237\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.yachtingnews.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Dott.-Roberto-Perocchio-e1785184635576-237x300.jpg 237w, https:\/\/www.yachtingnews.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Dott.-Roberto-Perocchio-e1785184635576-947x1200.jpg 947w, https:\/\/www.yachtingnews.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Dott.-Roberto-Perocchio-e1785184635576-768x973.jpg 768w, https:\/\/www.yachtingnews.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Dott.-Roberto-Perocchio-e1785184635576.jpg 1212w\" sizes=\"(max-width: 237px) 100vw, 237px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-171110\" class=\"wp-caption-text\">Roberto Perocchio, presidente da Assomarinas<\/figcaption><\/figure><p><span style=\"font-weight: 400;\">Essa evolu\u00e7\u00e3o dimensional certamente n\u00e3o foi repentina; pelo contr\u00e1rio, houve muitos marcos que levaram \u00e0s dimens\u00f5es que conhecemos hoje. As regras foram amplamente quebradas por alguns modelos lan\u00e7ados nos anos logo ap\u00f3s a cria\u00e7\u00e3o da Marina Porto Antico: pensa, por exemplo, no ic\u00f4nico de 17 metros   <\/span><b>Novamarine HD Seventeen<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">\u2014aquele com o qual Roberto Cavalli popularizou o conceito do maxi-RIB de luxo internacionalmente em 1999\u2014ou aquele \u00edcone do fim do s\u00e9culo, o <\/span><b>Swan 80<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, o gigante gentil projetado por Frers, com um comprimento total de <\/span><b>quase 25 metros<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">O aumento no tamanho dos barcos teve um impacto especial, principalmente nas marinas constru\u00eddas entre as d\u00e9cadas de 1970 e 1980, uma \u00e9poca em que um casco \u201cmaxi\u201d media pouco mais de dez metros, mais ou menos. Como apontou Roberto Perocchio, presidente da   <\/span><b>Assomarinas<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">: <\/span><b>\u201cAs marinas mais antigas tiveram <\/b>que passar por uma transforma\u00e7\u00e3o dolorosa: tanto no que diz respeito \u00e0s bacias de \u00e1gua quanto \u00e0s profundidades do leito marinho, aos p\u00e1tios em terra e \u00e0s \u00e1reas de estacionamento, aos equipamentos de retirada da \u00e1gua e i\u00e7amento, at\u00e9 o aumento do fornecimento de energia el\u00e9trica.\u201d<span style=\"font-weight: 400;\"> O <\/span><b>gigantismo <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">das embarca\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m causou outros efeitos no setor de marinas. <\/span>\u201cRefletindo a estrutura social global, vemos agora a navega\u00e7\u00e3o se dividindo em dois mundos: de um lado, embarca\u00e7\u00f5es em torno de 10 metros, os <b> \u2018barcos do povo<\/b>\u2019, por assim dizer\u201d<span style=\"font-weight: 400;\">, explica Perocchio, \u201ce <\/span>, do outro, embarca\u00e7\u00f5es acima de 24 metros, aquelas que pertencem \u00e0 nova classe alta global. Nesse contexto, as marinas hoje se veem obrigadas a escolher, tamb\u00e9m com base na localiza\u00e7\u00e3o e no foco principal, entre <b>esses dois mundos.\u201d<\/b> <\/p><figure id=\"attachment_171108\" aria-describedby=\"caption-attachment-171108\" style=\"width: 233px\" class=\"wp-caption alignright\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-171108 size-medium\" src=\"https:\/\/yachtingnews.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/WhatsApp-Image-2026-07-23-at-11.37.42-e1785184460750-233x300.jpeg\" alt=\"Angelini: Tend\u00eancias n\u00e1uticas na It\u00e1lia\" width=\"233\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.yachtingnews.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/WhatsApp-Image-2026-07-23-at-11.37.42-e1785184460750-233x300.jpeg 233w, https:\/\/www.yachtingnews.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/WhatsApp-Image-2026-07-23-at-11.37.42-e1785184460750.jpeg 600w\" sizes=\"(max-width: 233px) 100vw, 233px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-171108\" class=\"wp-caption-text\">Pietro Angelini, gerente geral da Navigo<\/figcaption><\/figure><p><span style=\"font-weight: 400;\">Os estaleiros italianos, sem d\u00favida, t\u00eam um papel de destaque nessa tend\u00eancia, produzindo mais da metade dos iates de mais de 24 metros do mundo. <\/span><b>Pietro Angelini<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, diretor-geral da Navigo \u2014<\/span><b>a maior rede de empresas n\u00e1uticas da Toscana <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">e uma das principais da Europa \u2014 sabe disso muito bem. <\/span>\u201cO crescimento progressivo dos barcos representa, por assim dizer, uma extens\u00e3o natural: pensa no compositor <b>Giacomo Puccini<\/b>, que, com seu Baglietto de 12 metros, tinha uma das maiores embarca\u00e7\u00f5es de lazer da \u00e9poca\u201d, destaca Angelini, esclarecendo em seguida que \u201co que impulsiona essa extens\u00e3o \u00e9, antes de tudo, a busca por <b>mais conforto<\/b>, seguida pelo desejo dos propriet\u00e1rios de ter a embarca\u00e7\u00e3o mais potente e tamb\u00e9m a maior poss\u00edvel\u201d. <span style=\"font-weight: 400;\"> Como todo mundo sabe, a regi\u00e3o de Viareggio \u00e9 especializada na faixa de 30 a 50 metros, produzindo quase 40% da produ\u00e7\u00e3o global acima de 30 metros, com um forte impulso durante os <\/span><b>anos da COVID<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">: <\/span>\u201cnos anos anteriores \u00e0 pandemia, havia uma tend\u00eancia para tamanhos ainda maiores, enquanto de 2020 at\u00e9 hoje, o tamanho mais procurado \u00e9 o que a gente oferece, porque <b>os prazos de produ\u00e7\u00e3o ficam em m\u00e9dia <\/b>entre 2 e 2,5 anos, enquanto barcos de 80 metros levam de 4 a 5 anos ou mais,\u201d    <span style=\"font-weight: 400;\">  esclarece o diretor da Navigo. A vontade de ter um barco italiano de alta qualidade, constru\u00eddo com maestria, em um prazo mais curto   <\/span>\u201cIsso, portanto, desacelerou um pouco a tend\u00eancia de gigantismo na navega\u00e7\u00e3o de lazer\u201d<span style=\"font-weight: 400;\">, explica Angelini, \u201csem <\/span>deixar de lado o fato de que os iates de 40 metros de hoje t\u00eam comodidades de um <b>barco de quase 50 metros<\/b>, com duas piscinas, terra\u00e7os retr\u00e1teis e assim por diante. Tudo isso em cascos mais din\u00e2micos.\u201d <\/p><h2>Menos embarca\u00e7\u00e3o de navega\u00e7\u00e3o, mais mans\u00e3o flutuante: como os barcos mudaram<\/h2><p><span style=\"font-weight: 400;\">N\u00e3o tem d\u00favida: hoje em dia, os designers tendem a dedicar cada vez mais aten\u00e7\u00e3o e recursos financeiros ao conforto de vida a bordo, tanto no ancoradouro quanto no porto. Como lembrou <a href=\"https:\/\/yachtingnews.com\/pt-br\/giorgio-casareto-3\/\">Giorgio Casareto<\/a>, CEO da Portosole Sanremo, que tem muita experi\u00eancia no <strong>grupo Azimut Benetti<\/strong>,   <\/span>\u201cNos anos 80, os barcos geralmente tinham uma finalidade diferente, j\u00e1 que os pr\u00f3prios donos, em m\u00e9dia, eram diferentes: <strong>quem andava de barco era mais um marinheiro, e os barcos eram mais embarca\u00e7\u00f5es de alto mar<\/strong>.\u201d<span style=\"font-weight: 400;\"> Justamente por isso, Casareto destaca: \u201cmuitas <\/span>pessoas n\u00e3o se aventuravam no mundo da navega\u00e7\u00e3o, achando que n\u00e3o tinham habilidades suficientes para pilotar e cuidar de um barco.\u201d<\/p><figure id=\"attachment_171107\" aria-describedby=\"caption-attachment-171107\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-171107\" src=\"https:\/\/yachtingnews.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/1-2-768x671-1-300x262.webp\" alt=\"Entrevista com Giorgio Casareto sobre a evolu\u00e7\u00e3o da navega\u00e7\u00e3o de lazer\" width=\"300\" height=\"262\" srcset=\"https:\/\/www.yachtingnews.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/1-2-768x671-1-300x262.webp 300w, https:\/\/www.yachtingnews.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/1-2-768x671-1.webp 768w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-171107\" class=\"wp-caption-text\">Giorgio Casareto, CEO da Portosole Sanremo<\/figcaption><\/figure><p><span style=\"font-weight: 400;\">Hoje, o cen\u00e1rio mudou. \u201cOs barcos <\/span>, especialmente os iates a motor, s\u00e3o constru\u00eddos com uma <strong>l\u00f3gica de design voltada para a vida<\/strong> que se assemelha cada vez mais ao mercado imobili\u00e1rio: os volumes aumentaram, os banheiros ficaram maiores e os layouts mudaram.\u201d<span style=\"font-weight: 400;\"> Tudo isso, explica Casareto, se reflete na forma como as embarca\u00e7\u00f5es s\u00e3o usadas e administradas: \u201cVejo <\/span>muitos donos curtindo o barco no fim de semana <strong>sem nem sair do porto<\/strong>, cuidando da embarca\u00e7\u00e3o como se fosse uma casa de f\u00e9rias. Essa mudan\u00e7a na forma de encarar a navega\u00e7\u00e3o \u00e9 consequ\u00eancia do ritmo acelerado da vida cotidiana: as pessoas buscam fugir do estresse, e o fato de ter um barco em um lugar espec\u00edfico \u2014 onde eu posso simplesmente ir, at\u00e9 de chinelos, para ficar longe de tudo e de todo mundo, ou para encontrar os amigos \u2014 pode fazer toda a diferen\u00e7a. No fim das contas, esse \u00e9 o verdadeiro valor hoje em dia para quem compra um barco.\u201d  <\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">Mais casas flutuantes, um pouco menos de ve\u00edculos de transporte. <\/span><b>Alberto Osculati<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, diretor executivo da multinacional italiana de acess\u00f3rios n\u00e1uticos com o mesmo nome, compartilha dessa opini\u00e3o e comenta: \u201cOs barcos <\/span>constru\u00eddos principalmente para passeios ainda existem, claro, mas est\u00e3o cada vez mais raros,<b> feitos pra um nicho de puristas<\/b>. \u00c9 a mesma coisa que rola na ind\u00fastria automotiva: por um lado, a galera mal pode esperar pelos carros aut\u00f4nomos, enquanto, por outro, ainda vemos carros de luxo e superesportivos sendo produzidos com c\u00e2mbio manual.\u201d <span style=\"font-weight: 400;\"> E, ao analisar a evolu\u00e7\u00e3o da navega\u00e7\u00e3o moderna, alguns n\u00e3o se limitam a compara\u00e7\u00f5es com casas flutuantes, indo um passo al\u00e9m: \u201cA <\/span>vis\u00e3o que temos para a navega\u00e7\u00e3o hoje e amanh\u00e3 \u00e9 a de <b>um barco que se torna, de fato, uma ilha<\/b>,\u201d   <span style=\"font-weight: 400;\">  \u00e9 o que Angelini mostra, resumindo a vis\u00e3o da regi\u00e3o da Toscana.  <\/span>\u201cA rela\u00e7\u00e3o com o mar que surge disso \u00e9 diferente do que era antes, principalmente no que diz respeito \u00e0 vida na popa, que \u00e9 muito apreciada pelos donos mais jovens, que, por isso, preferem \u00e1reas de praia e terra\u00e7os laterais rebaixados.\u201d<\/p><h2>A Era dos Passeios de Barco de Um Dia e da Conveni\u00eancia<\/h2><p>Para os operadores de marinas, a transforma\u00e7\u00e3o do propriet\u00e1rio de barco moderno \u00e9 bem clara: \u201cHoje em dia, quem navega est\u00e1<b>menos interessado em cruzeiros longos<\/b>, simplesmente por causa da falta de tempo ou por ter menos interesse na navega\u00e7\u00e3o tradicional, e est\u00e1 mais inclinado a usar o barco de forma mais espor\u00e1dica \u2014 para viagens mais curtas e r\u00e1pidas\u201d, destaca Barbagelata. Resumindo, essa \u00e9 a era dos <b>passeios de um dia<\/b>, confirmada pelo<b> enorme sucesso dos cruzeiros diurnos e dos maxi-RIBs<\/b>, que est\u00e3o ficando cada vez mais luxuosos e procurados. \u201cAl\u00e9m disso, n\u00e3o d\u00e1 pra ignorar que o velejador de hoje costuma estar mais interessado na experi\u00eancia como um todo do que na navega\u00e7\u00e3o no sentido cl\u00e1ssico: enquanto no passado os donos sempre se envolviam tanto na condu\u00e7\u00e3o quanto na manuten\u00e7\u00e3o do barco, hoje um n\u00famero cada vez maior de velejadores conta com<b> capit\u00e3es profissionais<\/b> e terceiriza a manuten\u00e7\u00e3o de rotina\u201d,<span style=\"font-weight: 400;\"> ressalta Barbagelata.<\/span>  <\/p><p><b>Perocchio <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">tamb\u00e9m confirma que o aluguel de embarca\u00e7\u00f5es est\u00e1 se tornando cada vez mais importante: segundo o presidente da Assomarinas, dois fatores principais impulsionaram essa tend\u00eancia \u2014 o <\/span><b>ressurgimento da paix\u00e3o por atividades ao ar livre<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, despertado pela pandemia, e uma maior consci\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o aos gastos. \u201cIsso <\/span>levou \u00e0 explos\u00e3o da <b>economia compartilhada<\/b>, com os entusiastas olhando com interesse cada vez maior para o aluguel de embarca\u00e7\u00f5es, em vez da compra.\u201d <span style=\"font-weight: 400;\">Simplificando um pouco, Perocchio explica: \u201cde <\/span>um lado, surgiram pequenos barcos de recreio com cabine, desenvolvidos para a classe m\u00e9dia; do outro, grandes iates com cabine, voltados para a classe alta; e, no meio disso tudo, vemos o <b> crescimento das op\u00e7\u00f5es de aluguel e charter<\/b>, com os velejadores buscando praticidade e otimiza\u00e7\u00e3o de custos.\u201d   <\/p><h2>Como a navega\u00e7\u00e3o de lazer mudou: priorizando o conforto e a facilidade de uso<\/h2><figure id=\"attachment_171109\" aria-describedby=\"caption-attachment-171109\" style=\"width: 270px\" class=\"wp-caption alignright\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-171109\" src=\"https:\/\/yachtingnews.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Alberto-Osculati-e1785184297803-270x300.jpg\" alt=\"Entrevista com Osculati: Como a navega\u00e7\u00e3o de lazer mudou\" width=\"270\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.yachtingnews.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Alberto-Osculati-e1785184297803-270x300.jpg 270w, https:\/\/www.yachtingnews.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Alberto-Osculati-e1785184297803.jpg 512w\" sizes=\"(max-width: 270px) 100vw, 270px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-171109\" class=\"wp-caption-text\">Alberto Osculati, diretor executivo da Osculati<\/figcaption><\/figure><p><span style=\"font-weight: 400;\">Maior, menos adequado para navegar e, sem d\u00favida, mais confort\u00e1vel. Como resumido por   <\/span><b>Alberto Osculati<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, nas \u00faltimas d\u00e9cadas, os barcos passaram por um <\/span><b>\u201ccrescendo de conforto\u201d.<\/b> Os velejadores de hoje \u2014 em parte devido ao aumento da idade m\u00e9dia dos propriet\u00e1rios \u2014 exigem mais conforto tanto no projeto naval quanto nas op\u00e7\u00f5es de equipamentos. \u201cUm exemplo excelente e particularmente revelador \u00e9 o   <b>escada de embarque para barco<\/b>, que ficou mais larga e com degraus mais profundos: de um elemento puramente funcional para subir de volta a bordo, ela se transformou em um s\u00edmbolo concreto do conforto a bordo,<b>  minimizando o esfor\u00e7o e o desgaste f\u00edsico<\/b>\u201d, explica Osculati, acrescentando que esse processo levou \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o de muitos outros acess\u00f3rios a bordo: pensa no cl\u00e1ssico chuveiro de conv\u00e9s para se enxaguar, que hoje fornece \u00e1gua quente e vem em designs sofisticados; o tradicional bimini, que, depois de passar por v\u00e1rias configura\u00e7\u00f5es, ganhou a companhia de sistemas complexos de cobertura, inclusive motorizados; ou o vaso sanit\u00e1rio mar\u00edtimo, hoje quase sempre el\u00e9trico, mesmo em embarca\u00e7\u00f5es menores. Tudo isso sabendo que hoje a gente encontra confortos a bordo que eram simplesmente impens\u00e1veis nos anos 90. \u201cO velejador mais exigente busca um barco equipado com ar-condicionado, cozinha el\u00e9trica, forno e um gerador silencioso\u201d,<span style=\"font-weight: 400;\"> enumera Osculati.<\/span>  <\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">De fato, h\u00e1 trinta anos, quando o Marina Porto Antico foi inaugurado, a gente vivia numa era tecnol\u00f3gica completamente diferente. S\u00f3 pra voc\u00ea ter uma ideia: quem se lembra de como eram os celulares no final dos anos 90?   <\/span>\u201cHoje em dia, \u00e9 dif\u00edcil encontrar uma embarca\u00e7\u00e3o de lazer que n\u00e3o tenha <b>uma tela<\/b> no painel, seja ela pequena ou grande: d\u00e1 pra dizer que a evolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica que o setor de embarca\u00e7\u00f5es de lazer passou nas \u00faltimas d\u00e9cadas \u00e9, em grande parte, fruto do mesmo desejo de conforto que levou ao aumento das dimens\u00f5es, combinado com <b>a busca por mais seguran\u00e7a<\/b>,\u201d<span style=\"font-weight: 400;\">  resume Barbagelata. E as telas sens\u00edveis ao toque no painel de comando certamente n\u00e3o s\u00e3o a \u00fanica prova da presen\u00e7a de eletr\u00f4nicos a bordo: do GPS aos sistemas de joystick que facilitam as manobras de atraca\u00e7\u00e3o, passando pelos sondadores de profundidade e chegando at\u00e9 os sensores de per\u00edmetro. Mas, como destaca o presidente da Marina Porto Antico, a tecnologia na navega\u00e7\u00e3o vai muito al\u00e9m do painel de comando.    <\/span>\u201cNos navios mais modernos, <b>a eletrifica\u00e7\u00e3o est\u00e1 em toda parte<\/b>: pensa, por exemplo, no que d\u00e1 pra fazer hoje em dia com solu\u00e7\u00f5es avan\u00e7adas de automa\u00e7\u00e3o residencial.\u201d<span style=\"font-weight: 400;\"> Tudo isso, al\u00e9m de aumentar significativamente o bem-estar a bordo, acaba aumentando o consumo de energia.<\/span><\/p><p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-171111\" src=\"https:\/\/yachtingnews.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/mare-1-scaled.jpg\" alt=\"Novidades na Marina Porto Antico de G\u00eanova\" width=\"2048\" height=\"1152\" srcset=\"https:\/\/www.yachtingnews.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/mare-1-scaled.jpg 2048w, https:\/\/www.yachtingnews.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/mare-1-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.yachtingnews.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/mare-1-1600x900.jpg 1600w, https:\/\/www.yachtingnews.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/mare-1-768x432.jpg 768w, https:\/\/www.yachtingnews.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/mare-1-1536x864.jpg 1536w\" sizes=\"(max-width: 2048px) 100vw, 2048px\" \/><\/p><h2>Um olhar para um futuro (mais) sustent\u00e1vel<\/h2><p>\u201cPensando bem, parece quase paradoxal dizer que as embarca\u00e7\u00f5es de lazer de hoje consomem<b> mais energia<\/b> do que as dos anos 80 e 90: inova\u00e7\u00f5es como a inje\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica de combust\u00edvel e os propulsores IPS, combinadas com a efici\u00eancia cada vez maior dos motores mar\u00edtimos, permitiriam navegar com menor consumo de combust\u00edvel\u201d,<span style=\"font-weight: 400;\"> reflete Andrea <\/span>Barbagelata<span style=\"font-weight: 400;\"> <\/span><\/p><figure id=\"attachment_171092\" aria-describedby=\"caption-attachment-171092\" style=\"width: 261px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-171092 size-medium\" src=\"https:\/\/yachtingnews.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/5295e6ed-26ef-4d58-8622-edf3ab545f0c-scaled-e1785243963477-261x300.jpg\" alt=\"A evolu\u00e7\u00e3o da navega\u00e7\u00e3o de lazer\" width=\"261\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.yachtingnews.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/5295e6ed-26ef-4d58-8622-edf3ab545f0c-scaled-e1785243963477-261x300.jpg 261w, https:\/\/www.yachtingnews.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/5295e6ed-26ef-4d58-8622-edf3ab545f0c-scaled-e1785243963477.jpg 370w\" sizes=\"(max-width: 261px) 100vw, 261px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-171092\" class=\"wp-caption-text\">Andrea Barbagelata, presidente da Marina Porto Antico<\/figcaption><\/figure><p>\u201cmas esses benef\u00edcios foram praticamente anulados pelo aumento do volume e do peso a bordo.\u201d<span style=\"font-weight: 400;\">  Em vez disso, a demanda por energia el\u00e9trica aumentou drasticamente por causa da presen\u00e7a em grande escala de sistemas e dispositivos el\u00e9tricos a bordo: guinchos de \u00e2ncora, estabilizadores girosc\u00f3picos, aparelhos de ar-condicionado, dessalinizadores e assim por diante.  <\/span>\u201cN\u00e3o \u00e9 nenhuma surpresa que a dissemina\u00e7\u00e3o do \u2018conforto el\u00e9trico\u2019 tenha levado a <b>um maior consumo de energia, mesmo <\/b>quando os barcos est\u00e3o atracados no porto: por isso, nossa marina em G\u00eanova conta com postes de energia capazes de fornecer at\u00e9 400 amperes; esses mesmos pontos de abastecimento permitem uma cobran\u00e7a com medi\u00e7\u00e3o superprecisa, incentivando uma maior responsabilidade dos usu\u00e1rios e reduzindo o impacto ambiental da navega\u00e7\u00e3o dentro da marina.\u201d <\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">Nas \u00faltimas d\u00e9cadas, foram feitos grandes investimentos para descarbonizar a navega\u00e7\u00e3o; no entanto, os obst\u00e1culos que os sistemas de propuls\u00e3o el\u00e9tricos ainda enfrentam continuam evidentes, principalmente no que diz respeito \u00e0 propuls\u00e3o de longo alcance. <\/span>\u201cResumindo, esse tipo de demanda ainda n\u00e3o se concretizou\u201d, explica Perocchio, acrescentando, no entanto, que \u201cainda acreditamos que a navega\u00e7\u00e3o el\u00e9trica tem futuro para <b>passeios tranquilos, sem emiss\u00f5es e que <\/b>sejam divertidos. Tudo isso sem deixar de lado o fato de que, considerando os requisitos de autonomia t\u00edpicos da navega\u00e7\u00e3o de lazer, <b>o metanol e o hidrog\u00eanio<\/b> representam solu\u00e7\u00f5es mais promissoras.\u201d <\/p><p><span style=\"font-weight: 400;\">No entanto<\/span>, o caminho da navega\u00e7\u00e3o de lazer rumo a uma maior sustentabilidade n\u00e3o pode se resumir apenas \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o dos motores. Como disse o Angelini, \u201cvale a pena destacar a import\u00e2ncia do pr\u00f3prio processo de fabrica\u00e7\u00e3o, prestando muita aten\u00e7\u00e3o a essa fase do <b>ciclo de vida de uma embarca\u00e7\u00e3o<\/b>: no nosso caso, por exemplo, mais de 90% dos materiais que usamos s\u00e3o nacionais, e quase 75% v\u00eam da Toscana.\u201d<b> O n\u00edvel de sustentabilidade de uma embarca\u00e7\u00e3o seria <\/b>bem diferente se os construtores optassem por materiais provenientes de outros pa\u00edses ou continentes, considerando os impactos ambientais ligados a processos de fabrica\u00e7\u00e3o menos regulamentados e ao transporte internacional que se segue. <\/p><p>Outro assunto que n\u00e3o deve ser esquecido, como sugere o Osculati, \u00e9 a gest\u00e3o do fim da vida \u00fatil: \u201cEntre os maiores desafios da navega\u00e7\u00e3o hoje em dia est\u00e1, sem d\u00favida,<b> o descarte de embarca\u00e7\u00f5es no fim da vida \u00fatil<\/b>, uma quest\u00e3o que ainda est\u00e1 longe de ter uma solu\u00e7\u00e3o de verdade. Acho que essa \u00e9 a principal quest\u00e3o a ser abordada no que diz respeito \u00e0 sustentabilidade, seguida pela necessidade urgente de<b> proteger o leito marinho<\/b> e melhorar <b>a gest\u00e3o das \u00e1guas negras<\/b>\u2014 um aspecto que \u00e9 frequentemente negligenciado, o que causou e continua causando danos significativos ao longo do nosso litoral.\u201d <\/p><h2>O que nunca muda: os barcos eram e continuam sendo feitos \u00e0 m\u00e3o<\/h2><p>Instintivamente, ao observar a evolu\u00e7\u00e3o da navega\u00e7\u00e3o de lazer ao longo dessas d\u00e9cadas, a gente tende a destacar o que mudou. No entanto, h\u00e1 elementos que <b>permaneceram iguais<\/b>, muitas vezes em segundo plano, menos vis\u00edveis, mas essenciais. Isso \u00e9 ressaltado por Casareto, cuja longa carreira na ind\u00fastria n\u00e1utica come\u00e7ou como oper\u00e1rio na Azimut: \u201cUma coisa que n\u00e3o mudou \u00e9 o fato de que os barcos eram e<b> ainda s\u00e3o feitos \u00e0 m\u00e3o<\/b>; ainda h\u00e1 pouca ou nenhuma automa\u00e7\u00e3o nesse processo. E nos tempos em que vivemos, esse \u00e9 um aspecto muito importante que, infelizmente, n\u00e3o \u00e9 destacado o suficiente. Um barco \u00e9 um objeto grande e significativo que exige uma quantidade enorme de trabalho, e isso nunca vai mudar\u201d, explica Casareto. Infelizmente, como observa o CEO da marina de Sanremo, \u201cao se comunicar com seu p\u00fablico-alvo, o mundo n\u00e1utico costuma se alinhar ao <b>setor de luxo<\/b>: talvez do ponto de vista do marketing essa abordagem funcione bem, mas com certeza gera um certo ressentimento. Na minha opini\u00e3o, d\u00e1-se pouca \u00eanfase \u00e0 enorme quantidade de trabalho artesanal por tr\u00e1s da constru\u00e7\u00e3o de barcos: penso no trabalho com fibra de vidro, na carpintaria e em tantos outros processos que exigem tempo e <b>habilidades especializadas<\/b>.\u201d      <\/p><p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-171093 size-full\" src=\"https:\/\/yachtingnews.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Progetto-senza-titolo-71.jpg\" alt=\"Como os barcos mudaram nos \u00faltimos 30 anos\" width=\"1600\" height=\"900\" srcset=\"https:\/\/www.yachtingnews.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Progetto-senza-titolo-71.jpg 1600w, https:\/\/www.yachtingnews.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Progetto-senza-titolo-71-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.yachtingnews.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Progetto-senza-titolo-71-768x432.jpg 768w, https:\/\/www.yachtingnews.com\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/Progetto-senza-titolo-71-1536x864.jpg 1536w\" sizes=\"(max-width: 1600px) 100vw, 1600px\" \/><\/p><h2>Como a navega\u00e7\u00e3o de lazer mudou: trinta anos de evolu\u00e7\u00e3o, tr\u00eas d\u00e9cadas de certeza<\/h2><p>Os donos de barcos mudaram, os barcos evolu\u00edram e as marinas se adaptaram: cada mudan\u00e7a gerou outras, levando a um cen\u00e1rio da navega\u00e7\u00e3o de lazer totalmente diferente daquele dos anos 90. No entanto, como vimos, tanto os pequenos quanto os grandes aspectos permaneceram inalterados em meio a essa r\u00e1pida transforma\u00e7\u00e3o. Na verdade, aqui na Marina Porto Antico, a poucos passos das embarca\u00e7\u00f5es mais modernas e inovadoras atracadas nas <a href=\"https:\/\/marinaportoantico.it\/en\/superyacht-berths-in-genoa\/\">vagas para superiates<\/a>, <b>os deslumbrantes gozzi da Lig\u00faria e os charmosos leudi genoveses<\/b> ainda chamam a aten\u00e7\u00e3o \u2014 embarca\u00e7\u00f5es profundamente mediterr\u00e2neas que provaram que podem permanecer atemporais.  <\/p><p>Al\u00e9m das perguntas sobre as mudan\u00e7as das \u00faltimas d\u00e9cadas, tamb\u00e9m conseguimos ter um vislumbre do futuro da navega\u00e7\u00e3o com nossos palestrantes especialistas. As respostas deles variaram bastante, oferecendo pe\u00e7as do quebra-cabe\u00e7a que vai definir a navega\u00e7\u00e3o nos pr\u00f3ximos anos: com Perocchio, a conversa tocou no <b>decl\u00ednio demogr\u00e1fico<\/b>, que vai levar a uma redu\u00e7\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o de cascos, al\u00e9m de um repensar nos layouts. Com o Osculati, o foco mudou para o<b> lado<\/b>cada vez mais<b> voltado para o lazer e menos profissional da navega\u00e7\u00e3o<\/b>\u2014 um fator que vai trazer um novo desafio para os construtores, que v\u00e3o ter que repensar os cascos para quem navega, que cada vez mais s\u00e3o turistas e um pouco menos marinheiros tradicionais. Angelini destacou as caracter\u00edsticas essenciais do barco do futuro, que ser\u00e1 cada vez mais <b>vers\u00e1til<\/b>, mudando de apar\u00eancia para oferecer diferentes possibilidades, seja em um cruzeiro, no porto ou ancorado. Casareto destacou os <b>desafios trazidos pelo aumento das dimens\u00f5es das embarca\u00e7\u00f5es e da demanda por energia<\/b>, sugerindo que o foco n\u00e3o deveria necessariamente estar na constru\u00e7\u00e3o de novos portos, mas sim no apoio aos j\u00e1 existentes para atender \u00e0s necessidades da navega\u00e7\u00e3o de hoje e de amanh\u00e3.    <\/p><p>Por fim, perguntamos ao nosso anfitri\u00e3o qual \u00e9 a opini\u00e3o dele sobre o futuro da navega\u00e7\u00e3o de lazer. \u201cDo ponto de vista da opera\u00e7\u00e3o das marinas, entre as quest\u00f5es mais urgentes para os pr\u00f3ximos anos est\u00e3o, sem d\u00favida, aquelas relacionadas aos sistemas de propuls\u00e3o\u201d, afirma Barbagelata, explicando que \u201co <b>mix energ\u00e9tico<\/b> emergente para a navega\u00e7\u00e3o de lazer \u2014 entre biocombust\u00edveis, hidrog\u00eanio e energia el\u00e9trica\u2014coloca os portos diante de escolhas sobre <b>quais servi\u00e7os de reabastecimento ou recarga oferecer aos velejadores <\/b>.\u201d Al\u00e9m disso, segundo o presidente da Marina Porto Antico, outro tema importante para o setor nos pr\u00f3ximos anos ser\u00e1 <b>a intelig\u00eancia artificial<\/b>, aquele assunto que todo mundo sabe que est\u00e1 a\u00ed, mas ningu\u00e9m fala abertamente, em qualquer conversa sobre o futuro. \u201cGerenciar uma marina moderna na era da IA significa <b>atualizar as habilidades da equipe e tamb\u00e9m <\/b>garantir que a gente consiga atender \u00e0s novas expectativas dos velejadores: o desenvolvimento de<b> novos aplicativos e sistemas baseados em IA<\/b> vai gerar <b>demandas sem precedentes<\/b>, como o acesso a chatbots que, com a ajuda de sensores, possam fornecer informa\u00e7\u00f5es detalhadas em tempo real sobre uma embarca\u00e7\u00e3o atracada a qualquer momento.\u201d  <\/p><p>Por fim, Barbagelata chama a aten\u00e7\u00e3o para um aspecto que j\u00e1 est\u00e1 come\u00e7ando a transformar as marinas italianas hoje em dia: \u201cNa It\u00e1lia, as marinas sempre estiveram ligadas a uma \u00fanica fam\u00edlia ou empresa. Por causa do capital cada vez maior necess\u00e1rio para construir e desenvolver marinas, esse cen\u00e1rio est\u00e1 mudando. Depois de entrar no setor de constru\u00e7\u00e3o naval, o <b>setor financeiro passou a marcar <\/b>presen\u00e7a no mercado de marinas de forma cada vez mais acentuada, levando ao <b>surgimento dos primeiros conglomerados de marinas<\/b>.\u201d Essa mudan\u00e7a \u2014 especialmente quando comparada \u00e0 hist\u00f3ria de portos como a Marina Porto Antico e levando em conta os obst\u00e1culos que est\u00e3o atrasando v\u00e1rios projetos portu\u00e1rios \u2014 tamb\u00e9m vai contribuir para tornar a navega\u00e7\u00e3o do futuro bem diferente.   <\/p><h2>Perguntas frequentes sobre a evolu\u00e7\u00e3o da navega\u00e7\u00e3o<\/h2>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-d083c01 elementor-grid-1 elementor-grid-tablet-2 elementor-grid-mobile-1 elementor-widget elementor-widget-uael-faq\" data-id=\"d083c01\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"uael-faq.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\n\t\t\t<div id='uael-faq-wrapper-218' class=\"uael-faq-wrapper\">\n\t\t\t\t<div class=\"uael-faq-container uael-faq-layout-grid elementor-grid\" >\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div id=\"uael-accordion-ec18d1c\" class=\"uael-faq-accordion elementor-grid-item\" role=\"tablist\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t<div class= \"uael-accordion-title\" aria-expanded=\"false\" role=\"tab\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span class=\"uael-accordion-icon uael-accordion-icon-\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span class=\"uael-accordion-icon-closed\"><\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span class=\"uael-accordion-icon-opened\"><\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<h3 class=\"uael-question-ec18d1c uael-question-span\" tabindex=\"0\" id=\"uael-faq-1-6aae61391c76b\">Como as embarca\u00e7\u00f5es de lazer mudaram nos \u00faltimos trinta anos?<\/h3>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"uael-accordion-content\" role=\"tabpanel\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span><p>Os barcos modernos s\u00e3o, em m\u00e9dia, maiores, mais espa\u00e7osos e projetados para oferecer mais conforto a bordo. Isso \u00e9 confirmado por todos os especialistas entrevistados. Al\u00e9m do aumento no tamanho, os layouts internos, a tecnologia a bordo e as \u00e1reas de lazer tamb\u00e9m evolu\u00edram, transformando muitos barcos em verdadeiras resid\u00eancias flutuantes.  <\/p><\/span>\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div id=\"uael-accordion-102ba9b\" class=\"uael-faq-accordion elementor-grid-item\" role=\"tablist\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t<div class= \"uael-accordion-title\" aria-expanded=\"false\" role=\"tab\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span class=\"uael-accordion-icon uael-accordion-icon-\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span class=\"uael-accordion-icon-closed\"><\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span class=\"uael-accordion-icon-opened\"><\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<h3 class=\"uael-question-102ba9b uael-question-span\" tabindex=\"0\" id=\"uael-faq-2-6aae61391c78b\">Por que os iates de hoje s\u00e3o maiores do que os das d\u00e9cadas de 1980 e 1990?<\/h3>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"uael-accordion-content\" role=\"tabpanel\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span><p>O aumento no tamanho \u00e9 motivado principalmente pela demanda por ambientes mais agrad\u00e1veis e cabines maiores. Tudo isso \u00e9 poss\u00edvel gra\u00e7as aos avan\u00e7os no design e na arquitetura naval, que permitem que os estaleiros construam cascos cada vez maiores, mantendo altos padr\u00f5es de seguran\u00e7a, conforto e desempenho. <\/p><\/span>\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div id=\"uael-accordion-3e50698\" class=\"uael-faq-accordion elementor-grid-item\" role=\"tablist\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t<div class= \"uael-accordion-title\" aria-expanded=\"false\" role=\"tab\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span class=\"uael-accordion-icon uael-accordion-icon-\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span class=\"uael-accordion-icon-closed\"><\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span class=\"uael-accordion-icon-opened\"><\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<h3 class=\"uael-question-3e50698 uael-question-span\" tabindex=\"0\" id=\"uael-faq-3-6aae61391c79b\">O que \u00e9 o passeio de barco de um dia e por que est\u00e1 ficando t\u00e3o popular?<\/h3>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"uael-accordion-content\" role=\"tabpanel\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span><p>O \u201cdayboating\u201d \u00e9 uma forma de curtir a navega\u00e7\u00e3o focada em passeios de um dia ou sa\u00eddas curtas, sem o compromisso de cruzeiros longos. Esse modelo atende \u00e0s necessidades de quem tem menos tempo livre, mas ainda quer aproveitar a \u00e1gua, priorizando a facilidade de uso e a flexibilidade. <\/p><\/span>\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div id=\"uael-accordion-4856162\" class=\"uael-faq-accordion elementor-grid-item\" role=\"tablist\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t<div class= \"uael-accordion-title\" aria-expanded=\"false\" role=\"tab\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span class=\"uael-accordion-icon uael-accordion-icon-\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span class=\"uael-accordion-icon-closed\"><\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span class=\"uael-accordion-icon-opened\"><\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<h3 class=\"uael-question-4856162 uael-question-span\" tabindex=\"0\" id=\"uael-faq-4-6aae61391c7a9\">Como \u00e9 que o velejador de lazer mudou?<\/h3>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"uael-accordion-content\" role=\"tabpanel\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span><p>Hoje em dia, muitos velejadores est\u00e3o procurando uma experi\u00eancia menos exigente do que no passado. Por isso, tem crescido o interesse por servi\u00e7os profissionais de manuten\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de um foco cada vez maior nos servi\u00e7os de fretamento e aluguel. <\/p><\/span>\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div id=\"uael-accordion-8605aa5\" class=\"uael-faq-accordion elementor-grid-item\" role=\"tablist\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t<div class= \"uael-accordion-title\" aria-expanded=\"false\" role=\"tab\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span class=\"uael-accordion-icon uael-accordion-icon-\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span class=\"uael-accordion-icon-closed\"><\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span class=\"uael-accordion-icon-opened\"><\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<h3 class=\"uael-question-8605aa5 uael-question-span\" tabindex=\"0\" id=\"uael-faq-5-6aae61391c7b6\">Quais tecnologias transformaram mais a navega\u00e7\u00e3o de lazer?<\/h3>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"uael-accordion-content\" role=\"tabpanel\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span><p>A eletr\u00f4nica de bordo revolucionou a navega\u00e7\u00e3o: os dispositivos de cartografia digital e os sistemas de GPS abriram caminho, enquanto os sistemas de manobra com joystick para marinas, sensores, automa\u00e7\u00e3o e solu\u00e7\u00f5es inteligentes para barcos e dom\u00f3tica est\u00e3o ganhando espa\u00e7o cada vez mais.<\/p><\/span>\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div id=\"uael-accordion-4a440f1\" class=\"uael-faq-accordion elementor-grid-item\" role=\"tablist\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t<div class= \"uael-accordion-title\" aria-expanded=\"false\" role=\"tab\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span class=\"uael-accordion-icon uael-accordion-icon-\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span class=\"uael-accordion-icon-closed\"><\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span class=\"uael-accordion-icon-opened\"><\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<h3 class=\"uael-question-4a440f1 uael-question-span\" tabindex=\"0\" id=\"uael-faq-6-6aae61391c7c2\">Por que o aluguel de barcos est\u00e1 crescendo em compara\u00e7\u00e3o com a compra?<\/h3>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"uael-accordion-content\" role=\"tabpanel\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span><p>Cada vez mais f\u00e3s de navega\u00e7\u00e3o optam por alugar barcos, porque isso permite que eles curtam a \u00e1gua sem ter que arcar com os custos e as responsabilidades de ter um barco pr\u00f3prio. Essa op\u00e7\u00e3o oferece mais flexibilidade, permite que voc\u00ea experimente diferentes tipos de embarca\u00e7\u00f5es e \u2014 talvez o mais importante \u2014 torna a navega\u00e7\u00e3o acess\u00edvel pra quem s\u00f3 usa um barco em certas \u00e9pocas do ano. <\/p><\/span>\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div id=\"uael-accordion-f1ac5e3\" class=\"uael-faq-accordion elementor-grid-item\" role=\"tablist\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t<div class= \"uael-accordion-title\" aria-expanded=\"false\" role=\"tab\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span class=\"uael-accordion-icon uael-accordion-icon-\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span class=\"uael-accordion-icon-closed\"><\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span class=\"uael-accordion-icon-opened\"><\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<h3 class=\"uael-question-f1ac5e3 uael-question-span\" tabindex=\"0\" id=\"uael-faq-7-6aae61391c7cf\">Que desafios as marinas v\u00e3o enfrentar nos pr\u00f3ximos anos?<\/h3>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"uael-accordion-content\" role=\"tabpanel\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span><p>As marinas v\u00e3o precisar se adaptar a embarca\u00e7\u00f5es maiores \u2014 e com largura maior \u2014 equipadas com tecnologia avan\u00e7ada, o que vai exigir que elas aumentem sua capacidade de energia e aprimorem seus servi\u00e7os digitais. Tamb\u00e9m vai ser essencial se preparar para a ado\u00e7\u00e3o de novos sistemas de propuls\u00e3o e a integra\u00e7\u00e3o de ferramentas baseadas em IA. <\/p><\/span>\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<div id=\"uael-accordion-f0bfb75\" class=\"uael-faq-accordion elementor-grid-item\" role=\"tablist\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t<div class= \"uael-accordion-title\" aria-expanded=\"false\" role=\"tab\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span class=\"uael-accordion-icon uael-accordion-icon-\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span class=\"uael-accordion-icon-closed\"><\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span class=\"uael-accordion-icon-opened\"><\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<h3 class=\"uael-question-f0bfb75 uael-question-span\" tabindex=\"0\" id=\"uael-faq-8-6aae61391c7dc\">A navega\u00e7\u00e3o est\u00e1 ficando mais sustent\u00e1vel?<\/h3>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"uael-accordion-content\" role=\"tabpanel\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<span><p>O setor est\u00e1 investindo em propuls\u00e3o alternativa, processos de fabrica\u00e7\u00e3o mais eficientes e uma gest\u00e3o geral melhor dos recursos. No entanto, mesmo com o avan\u00e7o tecnol\u00f3gico, ainda existem desafios importantes, como o descarte de embarca\u00e7\u00f5es em fim de vida \u00fatil, a prote\u00e7\u00e3o do meio ambiente marinho e a redu\u00e7\u00e3o do impacto ambiental geral de todo o ciclo de produ\u00e7\u00e3o. <\/p><\/span>\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/span>\n\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-14987e2 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"14987e2\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<h2>Fontes, documenta\u00e7\u00e3o e refer\u00eancias<\/h2><table dir=\"ltr\" border=\"1\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\" data-sheets-root=\"1\" data-sheets-baot=\"1\"><colgroup><col width=\"100\"><col width=\"100\"><\/colgroup><tbody><tr><td><strong>Fonte<\/strong><\/td><td><div><div><strong>Descri\u00e7\u00e3o e conte\u00fado fornecidos<\/strong><\/div><\/div><\/td><\/tr><tr><td><strong>Andrea<\/strong> <strong>Barbagelata<\/strong>, presidente da Marina Porto Antico<\/td><td><div><div>A hist\u00f3ria da Marina Porto Antico e a evolu\u00e7\u00e3o da navega\u00e7\u00e3o de lazer<\/div><\/div><\/td><\/tr><tr><td><strong>Roberto<\/strong> <strong>Perocchio<\/strong>, presidente da Assomarinas<\/td><td><div><div>Evolu\u00e7\u00e3o dos portos tur\u00edsticos e marinas<\/div><\/div><\/td><\/tr><tr><td><strong>Pietro<\/strong> <strong>Angelini<\/strong>, gerente geral da Navigo<\/td><td><div><div>Mudan\u00e7as no setor de constru\u00e7\u00e3o naval<\/div><\/div><\/td><\/tr><tr><td><strong>Giorgio<\/strong> <strong>Casareto<\/strong>, CEO da Portosole Sanremo<\/td><td><div><div>A evolu\u00e7\u00e3o da navega\u00e7\u00e3o de lazer<\/div><\/div><\/td><\/tr><tr><td><strong>Alberto<\/strong> <strong>Osculati<\/strong>, diretor executivo da Osculati<\/td><td><div><div>Tend\u00eancias em acess\u00f3rios n\u00e1uticos<\/div><\/div><\/td><\/tr><tr><td><strong>Nicola<\/strong> <strong>Andreatta<\/strong>, jornalista<\/td><td><div><div>Produ\u00e7\u00e3o de entrevistas<\/div><\/div><\/td><\/tr><tr><td><a href=\"https:\/\/theinternationalyachtingmedia.com\/\"><strong>The International Yachting Media<\/strong><\/a><\/td><td><div><div>Material fotogr\u00e1fico que acompanha o artigo<\/div><\/div><\/td><\/tr><tr><td><a href=\"https:\/\/marinaportoantico.it\/en\/\"><strong>Marina Porto Antico<\/strong><\/a><\/td><td><div><div>Material fotogr\u00e1fico que acompanha o artigo<\/div><\/div><\/td><\/tr><\/tbody><\/table>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um \u201contem\u201d meio distante pra quem nasceu no meio do \u201cS\u00e9culo XX Curto\u201d, uma \u00e9poca completamente diferente pra quem cresceu depois do bug do Y2K. 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